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quinta-feira, 26 de março de 2009
Devagar com a louça e com o samba
Como muita gente sabe, me amarro num sambinha. Mas confesso que dá aquela desanimada básica quando começam a tocar os clássicos “Aquarela Brasileira”, samba-enredo do Império Serrano, de 1964, “Domingo, eu vou ao Maracanã” ou “Vou festejar”, aquele dos versos “Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”.
As músicas são sensacionais, marcaram época, são clássicos, e clássicos não morrem jamais, mas tocam em tudo o quanto é lugar. E o lance já ficou tão banal que normalmente tocam no fim do fervo. Algo como: “Ah, como está no final mesmo, bora tocar isso que todo mundo gosta”. Como se a “garantia” de sucesso dos clássicos exigissem menos esforço dos sambistas que comandam a turba.
Assim, não estou sugerindo que não se toquem mais os clássicos, mas que se tenha mais cuidado ao executá-los para não banalizá-los. Aliás, hoje, estou ouvindo rádio e não é que ouvi “Meu Amigo Charlie Brown”? Cujos versos falam: “Eh! Meu amigo Charlie/Se você quiser, vou lhe mostrar a nossa São Paulo, terra da garoa/ se você quiser, vou lhe mostrar Bahia de Caetano, nossa gente boa/ se você quiser, vou lhe mostrar torcida do Flamengo, coisa igual não tem.
Olha que bonita opção para falar sobre as grandezas do país, de amizade e sobre futebol?rs (vou ficar devendo só a traição..rs). Falando nisso, alguém aí lembra do Benito di Paula? E outra questão: O que veio primeiro, o bigode do Benito ou o do Leôncio, do Pica-pau?
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