domingo, 20 de julho de 2008

FODAM-SE (ou a importância do instinto sexual)


Freud notou que na maioria dos pacientes que teve desde o início de sua prática clínica, os distúrbios e queixas de natureza hipocon- dríaca ou histérica, estavam relacionados a sentimentos reprimidos com origem em experiências sexuais perturbadoras. Assim, ele formulou a hipótese de que a ansiedade que se manifestava nos sintomas era conseqüência da energia (libido) ligada à sexualidade; a energia reprimida tinha expressão nos vários sintomas que serviam como um mecanismo de defesa psicológica. Essa força, o instinto sexual, não se apresentava consciente devido à "repressão" tornada também inconsciente; Revelação da "repressão" inconsciente era obtida pelo método da livre associação (inspirado nos atos falhados ou sintomáticos, em substituição à hipnose) e interpretação dos sonhos (conteúdo manifesto e conteúdo latente). O processo sintomático e terapêutico compreendia: experiência emocional - recalque e esquecimento - neurose - análise pela livre associação - recordação - transferência - descarga emocional - cura.

5 comentários:

Anônimo disse...

Amiga, vc sabia que a histeria é uma doença diretamente relacionada a mulher. Acreditava-se que nós não tínhamos apetite sexual e, até o século passado, era muito comum sermos levadas aos médicos com sintomas de histeria. A 'doença' seduziu Freud que era apaixonado pela alma feminina, não apenas a alma... A histeria era vista como uma expressão da nossa fragilidade e carências. A palavra vem do grego hystera, que significa útero. Para os médicos era de onde vinha o ‘vilão’ sangue contaminado que, chegando ao cérebro, levava as mulheres a ter convulsões. Durante os 'ataques de histeria' os médicos, ou seja, os machos velhos babões, ficavam excitadíssimos com o espetáculo de mulheres jovens e bonitas jogando-se no chão. As moçoilas se retorciam e rasgavam suas roupas até, exaustas, perderem os sentidos. Ufa! Ansiedade, irritabilidade, fantasias eróticas e vagina úmida (sim!), eram os sintomas. Como tratamento, foram criados vários equipamentos a vapor, elétricos e mecânicos para estimulação do clitóris que, segundo os velhos babões, era a maneira mais eficaz de controlar a histeria, depois do dedo deles, claro! Pq auto-masturbação era coisa do demônio. Recomendava-se até a montaria de cavalos que, pela fricção do movimento, levava as jovens ao paroxismo (nome bonito pra orgasmo) e com isso controlava-se a histeria. Mas o bichano não teve total êxito até o surgimento da cicciolina! Com a chegada dos anos 70, da liberação sexual e das ex shops, os psicanalistas especialistas no tratamento da histeria perderam seus bons empregos para o Rabbit, que garantia tratamento em casa, acesso a um maior numero de mulheres e mais eficácia. Os vibradores já foram anunciados em publicações de respeito para moças de família como um utilitário, um microoondas!!! Portanto, queridona, quando ver alguma mulher histérica?? Já sabe o que recomendar! rsrsrs

Eliane Santos disse...

Estou chocada com o seu conhecimento sobre o assunto... sem palavras..rs

Anônimo disse...

Aprendi sobre a histeria ao ler O Dia Em Que Nietzsche Chorou, mas tbm já tinha lido algo a respeito numa revista TPM antiga. E, com certeza, é muito curioso ver a forma como o desejo sexual feminino era tratado antigamente e como os resquicios disso ainda estão em voga hoje em dia entre o publico masculino e - para meu desespero - entre nós mulheres. muitos tabus que persistem em pleno seculo 21 estao relacionados a esta total falta de conhecimento sobre a nossa sexualidade.

Eliane Santos disse...

Preciso de um exemplar desse livro, já! rs

Sambeira disse...

Isso é pra vc ver a falta que um bom sexo faz...rss