Pois bem, anos depois, quis o destino que nos encontrássemos na redação da revista Contigo!, aqui no Rio. Ela era repórter da redação, e eu responsável pela cobertura dos eventos da noite para a revista (vulgo repórter da noite). Convivíamos pouco. Mas já havia dado para perceber que ela não era tão metida assim. Também já não era mais loura, tinha uma risada única e era uma das repórteres mais dedicadas da redação (páreo apenas para Clarissa Frajdenrajch).
Pois bem, revirei o baú do Raul porque há duas semanas, essa moça convidou a mim e Luciana Tecídio(outra aquisição dos tempos de Contigo!) para uma reuniãozinha em sua casa. O que era um encontro regado a vinho e cervejinha, virou um papo brindado com muito Chandon, relato dos detalhes do casamento da moça, que está próximo, e muitas risadas sobre os velhos tempos e dos velhos problemas da vida.
Todo esse papo é só para falar da beleza de se dar uma segunda chance ao ser humano. Enfim, nunca julgar um livro pela capa. Se tivesse feito isso, teria perdido a oportunidade de conhecer alguém tão especial como Mari.
Ps.: Até hoje ela justifica sua suposta antipatia com os cabelos louros. Diz que muita gente a acha mais simpática depois que voltou a exibir fios castanhos(risos).

