terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Apenas mais uma de amor...

E no embalo do post de ontem, uma musiquinha que explica muita coisa... ou não, como diria Caetano...rs

As aparências que me enganam

Quando era criança, ouvia sempre que não deveria mentir que Papai do Céu estava vendo... Na adolescência, rica em dramas existenciais e crises com o mundo, a ideia era a de que quanto mais verdade melhor. Bora mostrar as vísceras e chocar essa sociedade hipócrita que finge que não liga e blá, blá, blá...

Mais tarde, com algumas quebradas de cara, você aprende que esse negócio de sinceridade pode custar caro, que é melhor não dizer exatamente o que você acha da ideia genial do seu chefe ou coisas assim (risos). Mas dia desses, confrontei-me com um novo tipo de mentira: aquela que você sabe que é mentira, tem cara e gosto de mentira e, por mais saborosa que possa parecer, você não vai, nem por um segundo, se deixar seduzir, por mais que queira. Ou seja, é a negação de tudo o que você acredita.

São os novos rumos da sociedade moderna, que te coloca diante de situações cada vez mais duras, reais e que você tem que fingir não perceber para não se ferir.
Não que esse tipo de situação não existisse antes, mas acho que o que mudou foi o nível de consciência e a necessidade de distanciamento delas.
Então é isso! Bora morder a maçã de plástico, mastigá-la, e cuspir fora. Pensar em engolir só para ver se dá para fazer digestão, nem pensar!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Tem alguém aí?

Nossa.. tanto tempo que não apareço por aqui.. Tanto tempo sem escrever... Fica a sensação que as palavras morreram dentro de mim... Nada.. Há tanto a se dizer... Só não sei por onde começar...
Enfim... Passando apenas para saber se ainda tem alguém aí, pra ouvir (ler)...rs

terça-feira, 20 de julho de 2010

Sexualidade, coisa de tarado?

Dia desses, voltando para a casa de ônibus, vi um sujeito em um canto escuro da rua levantando uma das ‘pernas’ da bermuda. Estranhei aquele sujeito se desnudando, às 11h30 da noite, em uma temperatura de pelo menos 17°. Imaginei que ele iria executar algum ato libidinoso (não estava com cara de quem ia fazer xixi) e, automaticamente, pensei: tarado! Depois, veio a relativização, e comecei a pensar em como “pega mal” você ser flagrado exercitando a sua sexualidade. Óbvio que não na rua, claro. Mas, mesmo em casa, se você é pego se masturbando, a cena “pega mal”. Automaticamente o outro pensa: tarado! Mesmo todo mundo sabendo que todo mundo faz e que é um exercício natural da sexualidade humana. Isso para ficar no exemplo mais simples da coisa. Pensar em um flagra de uma relação sexual então... Outro constrangimento. Estranho que as pessoas se constranjam tanto com algo que lhes é tão familiar (ou pelo menos deveria ser) e que continuem tendo uma postura tão medieval e repressora em pleno século XXI. Ainda hoje sexo é coisa de tarado!

sábado, 5 de junho de 2010

Códigos sexuais: quando parar de usar camisinha com seu parceiro?

Há mais ou menos um mês, o Fantástico apresentou reportagem que mostrava uma mulher que processa um antigo namorado pelo fato dele ter lhe transmitido o vírus da Aids propositalmente. O acusado teria feito o mesmo com outra mulher e já estava preso. Ele admitia ser portador da doença, mas negava que tivesse feito a transmissão do vírus com consciência, por má fé, o que configuraria crime de tentativa de homicídio.

A história me fez pensar que o caso aconteceu porque a maioria das pessoas ainda é muito leniente com o uso do preservativo nesses tempos de Aids. Na maioria dos casos, você conhece um parceiro, tem sua primeira relação sexual com ele usando camisinha, a segunda, a terceira e, a partir do momento que a coisa se configura mais ou menos como um relacionamento fixo, o casal abole o uso do preservativo.

Nunca conheci ninguém que dissesse: “Só começamos a transar sem camisinha depois que os dois fizeram teste de HIV e apresentaram um para o outro”. Não duvido que haja, mas deve ser um número ínfimo de pessoas. Pedir isso para o parceiro soaria como prova de desconfiança, o que para um começo de relacionamento seria altamente nocivo, “pegaria” mal. As pessoas preferem se arriscar transando sem camisinha, sem tocar no assunto que é delicado, sim, mas necessário, e vivendo numa eterna roleta russa.

Nem sempre os parceiros são loucos e saem transmitindo o vírus da Aids por aí por loucura. Às vezes, eles simplesmente não sabem que têm a doença. Mas para ambos os casos, prevenção e sensatez resolvem.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Lavou tá novo ou ode a neo virgindade?

Anamara, Maroca ou a participante mais desbocada e desmedida da 10ª edição do Big Brother Brasil barbarizou durante a entrevista coletiva de lançamento de seu ensaio nu na Playboy.Não que fosse para ser diferente. Acho o fim a pessoa estar lançando um ensaio nu e se fazer de pudica, dizer que pretendia mostrar o lado artístico da nudez. Ou alguém aí ainda acredita que o povo compra a revista para ler as entrevistas? Mas, como diz o outro, Anamara deu um “plus a mais” ao papo com os jornalistas. Falou que pensava em fazer sexo com um dos participantes, que não gosta de levar tapinha na cama, mas tapão, e que tem vontade de fazer sexo a três.
O bicho só pegou na hora de dizer quantos parceiros já passaram pela cama de Maroca. Ela fez questão de dizer que teve “Só nove homens” e deixar isso muito bem explicadinho. Tanto é que a assessoria da revista ligou para a redação do site EGO para esclarecer que Maroca teve nove homens, mas cada um de uma vez. Não foram todos ao mesmo tempo, não. Como se precisasse de tal tipo de esclarecimento.

Visto que, se a moça tivesse tido nove parceiros em uma só relação sexual, isto estaria na manchete de todos os veículos que foram cobrir a tal coletiva, piscando em luzes neon. Mas tal detalhe me levantou o seguinte questionamento: pode fazer o que quiser na cama desde que seja só com um? Ou melhor, com uns? Já que ninguém aqui acredita que se compre Playboy pelas entrevistas, nem que se faz sexo com uma só pessoa nesta vida. Existe uma neo virgindade? Tipo: se der para um número até x é considerada quase nova, quase virgem? Não vale mais o lavou tá novo? Respostas para este blog, por favor!

sábado, 24 de abril de 2010

A pintura do teto

Conversando um dia desses com um amigo sobre os mistérios da sexualidade humana, ouço a seguinte pérola: “Se eu fosse mulher, ou ia dar pra todo, ou ia viver com um vibrador dentro de mim”. Retruquei dizendo que a sexualidade humana tem mais mistérios do que julga a nossa vã filosofia e que mulheres são diferentes dos homens. Não basta encostar para dar choque, sair faísca e vontade de agarrar qualquer coisa que se mexa.

Falei ainda que, em determinado momento do mês (questões biológicas da reprodução), ficamos, sim, mais taradas e que essa lógica mais masculina até funciona. Mas que no dia a dia, a coisa tem que ser estimulada. Tem que rolar um carinho, uma sacanagem no ouvido, um elogio (mulher adora ser elogiada) para ela se sentir desejada e com desejo também. Não que a gente não goste de sexo, é apenas a comparação do apetite sexual de homens e mulheres.

A lógica de sair dando por aí ou se agarrando a tudo que se mexa pode funcionar para a mulher também, já funciona para algumas. Mas até que ponto esse sexo é de qualidade, visto que na dinâmica da loteria do “dar para qualquer um” existe a chance de conseguir um “bom sexo”, mas também, e com mais frequência, a possibilidade de a química não funcionar? Não é à toa que as mulheres vivem reparando como está gasta a tinta do teto. Ou vocês acham mesmo que a gente se interessa por pintura e afrescos?

Então...

Nada do que é humano nos é estranho. Desejo, necessidades, vontades... O limite está naquilo que te faz mal, no que faz mal ao outro e aquilo em que você não acredita. Todo o resto está liberado. Simples assim...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sobre meninos e lobos

Como estou de férias (ai, como adoro dizer isso!) e ando ditando o meu ritmo de acordo com o que me dá na telha, só nesta quarta-feira, 17, terminei de ler o jornal de terça... O bom de não ter desistido das notícias ditas “velhas”, é que pude ler a crônica de João Paulo Cuenca intitulada de “A nova mulher". Na verdade, o título do texto faz uma ironia em relação ao macho do século XXI mostrado pelo cinema. O texto de Cuenca também foi inspirado em uma fala de Arnaldo Branco que escreveu que: “Os filmes para adolescentes eram sobre caras querendo arrumar a primeira trepada. Agora são sobre caras querendo arrumar a primeira esposa”.

Cuenca cita “Garotos Perdidos” e “Porks” em oposição a “Crepúsculo” (que vi, gostei e ainda me rende horas de papos com as mocinhas de agora) e “500 dias com ela”(que ainda quero ver). Ao final do texto pergunta quando é que vai surgir um novo exemplar de macho alfa no melhor estilo Humphrey Bogart, Johnny Cash , Paulo César Pereio ou Jesse Valadão.

Daí que a crônica me fez pensar no quanto a revolução sexual talvez tenha distorcido e/ou invertido completamente os papéis de cada um. Não sei até que ponto na vida real os caras querem mesmo arrumar a primeira esposa e não a primeira trepada. Mas sei que certos comportamentos desse novo perfil de galã do cinema andam, sim, influenciando alguns jovens de agora.

Um homem gentil e cavalheiro é legal. Mas nada de beirar ao donzelismo, metrossexualismo ou que venha cheio de hesitações EMO. Tudo bem que também não precisa cuspir no chão e coçar o saco em público. Acho que nesse sentido, a revolução sexual , que teve influência no comportamento dos gêneros, foi bem positiva. Mas, como já dizia o genial Falcão, o cantor brega, “homem e homem, menino e menino e veado e veado”... O que você quer ser?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Fiéis e Inteligentes

Não disse que voltava? Tudo bem que não estou voltando exatamente com minhas palavras, mas sim com as da crônica de Martha Medeiros, que saíram no jornal O Globo do domingo, 14. Li, achei interessante e quis trazer pra cá para refletirmos juntos.. É isso mesmo? Já é possível encontrar homens fiéis e inteligentes? Segue...

Fiéis e Inteligentes/ Martha Medeiros
As mulheres acabam de ganhar um belo argumento contra os don juans: segundo uma pesquisa divulgada recentemente, homens fiéis são mais inteligentes que os infiéis. Dito assim, parece conversa pra boi dormir, mas há uma informação importante por trás desse resultado. Satoshi Kanazawa, especialista em psicologia evolutiva da London Schools of Economics, descobriu que há uma mudança de mentalidade em curso, e essa é a grande notícia.

Todos sabem a força da cultura herdada. De geração em geração, homens lidam com sexo de uma maneira menos romântica que as mulheres. Realizam suas fantasias e desejos à revelia de seu estado civil, amparados pela teoria ancestral de que nasceram para espalhar o maior número de sementinhas e assim garantir a permanência da espécie. Com um álibi bom desses, a infidelidade masculina acabou sendo considerada apenas uma travessura, e se a traição magoava as parceiras fixas, azar das parceiras fixas. Perde-se um ônibus, logo vem outro, não é o que dizem?

O que o Sr. Kanazawa revelou ao mundo é que os homens começaram a perceber que esse rodízio pode ter um alto custo emocional. O sexo clandestino é muito divertido e o risco de ser descoberto pode deixá-lo ainda mais saboroso, mas se for realmente descoberto, surpresa: já não haverá uma Amélia para perdoar. Antigamente, as mulheres faziam olho branco não só porque “homem é assim mesmo”, mas porque a sociedade não recebia de braços abertos as desquitadas, e além de sozinhas, elas teriam que viver de pensão e reduzir seu padrão de consumo, sem falar no trauma causado aos filhos. Uma derrocada familiar que era facilmente evitada: bastava fingir que nada estava acontecendo.

Hoje, independentes financeiramente, com a sociedade as reverenciando e conhecedoras de truques para não envelhecer jamais, as mulheres já não têm por que ficar aturando desaforo. Se a linha de ônibus deles é frequente, a nossa também, basta fazer um sinal. Mas não é a variedade que costuma nos dar uma bela história de vida pra contar.

Afora as imutáveis diferenças hormonais que determinam o comportamento sexual de machos e fêmeas, o aspecto cultural pode realmente estar passando por uma evolução. Os homens mais inteligentes (cuja pesquisa inclui também os ateus e os politicamente liberais, mas nisso ninguém se ateve) são aqueles que estão atentos às transformações sociais e que se deram conta de que mais vale ter uma mulher incrível ao lado do que uma coleção de biscates, e resolveram reduzir a farta distribuição de sementinhas. Sendo homens seguros, não precisam copiar o padrão machista de seus pais e avós. Captaram, com mais rapidez que os neurologicamente desfavorecidos, que o risco de perder a mulher amada é grande e que a fidelidade pode ser um bom investimento a longo prazo. Como é que ficaram tão espertos?

Precisaram ficar. Suas mães e avós, também muito inteligentes, pavimentaram essa mudança antes dele