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segunda-feira, 15 de março de 2010

Fiéis e Inteligentes

Não disse que voltava? Tudo bem que não estou voltando exatamente com minhas palavras, mas sim com as da crônica de Martha Medeiros, que saíram no jornal O Globo do domingo, 14. Li, achei interessante e quis trazer pra cá para refletirmos juntos.. É isso mesmo? Já é possível encontrar homens fiéis e inteligentes? Segue...

Fiéis e Inteligentes/ Martha Medeiros
As mulheres acabam de ganhar um belo argumento contra os don juans: segundo uma pesquisa divulgada recentemente, homens fiéis são mais inteligentes que os infiéis. Dito assim, parece conversa pra boi dormir, mas há uma informação importante por trás desse resultado. Satoshi Kanazawa, especialista em psicologia evolutiva da London Schools of Economics, descobriu que há uma mudança de mentalidade em curso, e essa é a grande notícia.

Todos sabem a força da cultura herdada. De geração em geração, homens lidam com sexo de uma maneira menos romântica que as mulheres. Realizam suas fantasias e desejos à revelia de seu estado civil, amparados pela teoria ancestral de que nasceram para espalhar o maior número de sementinhas e assim garantir a permanência da espécie. Com um álibi bom desses, a infidelidade masculina acabou sendo considerada apenas uma travessura, e se a traição magoava as parceiras fixas, azar das parceiras fixas. Perde-se um ônibus, logo vem outro, não é o que dizem?

O que o Sr. Kanazawa revelou ao mundo é que os homens começaram a perceber que esse rodízio pode ter um alto custo emocional. O sexo clandestino é muito divertido e o risco de ser descoberto pode deixá-lo ainda mais saboroso, mas se for realmente descoberto, surpresa: já não haverá uma Amélia para perdoar. Antigamente, as mulheres faziam olho branco não só porque “homem é assim mesmo”, mas porque a sociedade não recebia de braços abertos as desquitadas, e além de sozinhas, elas teriam que viver de pensão e reduzir seu padrão de consumo, sem falar no trauma causado aos filhos. Uma derrocada familiar que era facilmente evitada: bastava fingir que nada estava acontecendo.

Hoje, independentes financeiramente, com a sociedade as reverenciando e conhecedoras de truques para não envelhecer jamais, as mulheres já não têm por que ficar aturando desaforo. Se a linha de ônibus deles é frequente, a nossa também, basta fazer um sinal. Mas não é a variedade que costuma nos dar uma bela história de vida pra contar.

Afora as imutáveis diferenças hormonais que determinam o comportamento sexual de machos e fêmeas, o aspecto cultural pode realmente estar passando por uma evolução. Os homens mais inteligentes (cuja pesquisa inclui também os ateus e os politicamente liberais, mas nisso ninguém se ateve) são aqueles que estão atentos às transformações sociais e que se deram conta de que mais vale ter uma mulher incrível ao lado do que uma coleção de biscates, e resolveram reduzir a farta distribuição de sementinhas. Sendo homens seguros, não precisam copiar o padrão machista de seus pais e avós. Captaram, com mais rapidez que os neurologicamente desfavorecidos, que o risco de perder a mulher amada é grande e que a fidelidade pode ser um bom investimento a longo prazo. Como é que ficaram tão espertos?

Precisaram ficar. Suas mães e avós, também muito inteligentes, pavimentaram essa mudança antes dele

terça-feira, 23 de junho de 2009

Manual da Mulher Resolvida

*Se ele se interessou, ele liga! É isso mesmo!Quando o cara quer, não tem projeto importante, morte de tia ou trânsito maluco que o impeça de convidar você para sair.

*Passou uma semana sem ouvir notícias dele?
Esquece, parte pra outra!
Ligar para saber se está tudo bem, nem pensar!
Homem perdido merece ser encontrado morto no apartamento e pelo zelador do prédio, porque os vizinhos não agüentam mais o fedor de carniça...

*Vocês saíram e ele não ligou mais?
Foi por que você cedeu? Ou por que não cedeu?
Na verdade, pouco importa.
Se ele estava a fim de sexo e rolou, ótimo!
Sexo é que nem pizza: bom-até-quando-é-ruim...
Mas se você não cedeu, ele provavelmente não procurou mais porque achou que ia dar muito trabalho...
Ou seja, pare de se atormentar porque transou ou não!!!

*Duas lições:
Dar uma de difícil depois de uma certa idade, já era!!!
Ridículo mesmo é fazer tipinho!!!
E, além do mais, você vai se arrepender de ter cedido e de não ter cedido...

*Homens comprometidos: Diga não!!!
A relação dele está em crise? Péssimo!!!
Só falta oficializar o fim? Ótimo!
Se ele quiser continuar infeliz, dane-se!
Senão, ele termina de uma vez e, depois, procura você, combinado?

*Ouviu aquela clássica: 'Você é boa demais para mim'?
Acredite, amiga! É mesmo!!!
Descarte o cidadão e pare de bancar a Madre Tereza de Calcutá!

*Não tente
Não dá pra namorar um cara pelo qual você não tem um mínimo de admiração.

*Traição
Não continue com um cara que chifrou você... você não vai agüentar a onda de ser traída de novo.
E olho vivo se ele já foi infiel com outras.
A gente sempre acha que com a gente vai ser diferente...
Esqueça!!! Nunca é!!!

*E atenção! A fila anda!!!
Pior do que nunca achar o homem certo, é viver pra sempre com o homem errado...

*Nosso lema a partir de hoje: homem que não dá assistência abre concorrência e perde a preferência!

(Ok, ok, não me xinguem!Esse blog não é um engodo... Sei que já publiquei esse texto.. mas ele é tão bom... e tão atual(rs).. que achei que valia o 'Vale a perna ver de novo'..rs)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A Loba


Como o penúltimo post ganhou um tom meio irrevogável, resolvi caçar algo que traduzisse bem a resposta da mulherada aos galinhas de plantão.. Olha o que eu achei... "A Loba"..rs

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Impunidade masculina ou da incapacidade de ser fiel

Não gosto de generalizações, mas é que tenho ouvido relatos sobre traição masculina que quase me levam a crer que os moços não podem ver um rabo-de-saia que pulam a cerca. O pior é que são relatos absurdos... Um deles me fez cunhar o seguinte pensamento: “Na próxima encarnação quero vir homem para ter o senso de impunidade que eles têm”.

Ontem, tive mais um exemplo desses... Segue o relato:

Amiga estava fazendo matéria sobre rodas de samba no Rio de Janeiro. Ela fotografa personagem 1 que descobre que personagem 2 é o seu ex e que foi fotografado para a matéria com a nova namorada.

“Quero que minha foto saia linda e bem grande e que a dele saía lá no pezinho com a nova namorada. Quero ver se agora esse noivado de oito anos acaba.”

Ou seja, o malandro tem uma noiva há oito anos, mas não se importa em ser fotografado para uma matéria de um jornal de grande circulação com a amante. É ou não é senso de impunidade? Certeza de que as coisas vão continuar dando certo e que a noiva não vai ver a matéria... Ou se ver, ele terá uma desculpa bem boa para justificar a notícia no jornal e seguir com seu relacionamento(s).

Capítulo 2, ou resposta para o meu pensamento. Conversa com figura emblemática do mundo do samba sobre como sua rotina de trabalho afetava sua vida afetiva...

“Quando estou apaixonado, sou fiel. Sou diretinho. Mas depois que passa a empolgação, já viu, né? A melhor fase do relacionamento é o início.Depois... Mas também não existe homem santo. Quer casar com homem santo, vai casar com o Papa.”

Ai, ai...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Soneto de Infidelidade

Um dos assuntos em voga na minha roda de amigos é a fidelidade. Já havia discutido sobre o tema com a Alethea. Mas, na última segunda-feira, enquanto eu e mais amigas- inclusive a Ale -, torrávamos na praia, voltamos ao debate. A modernidade trouxe muita oferta, muita procura, conflitos diante do modelo amor romântico e a incerteza de sua existência ou se ainda “tem mas acabou”. Nas areias deliciosas do Leme, houve quem defendesse que, quando se ama de verdade, a fidelidade é inerente a esse estado de espírito. Houve quem confessasse amar, mas já ter traído, quem declarasse não acreditar mais na existência da devoção unilateral e quem dissesse não saber como fazer para viver com a possível extinção da fidelidade.

Refletindo com meus botões, acho que quando se ama de verdade, não tem como olhar para o lado, já que o objeto do seu amor te rouba toda a atenção. Mas me questionei se minha “crença” não é fruto de anos e anos de filmes água-com-açúcar da “Sessão da Tarde”. Deparei-me ainda com a frase “A paixão é monogâmica. O amor não. O amor costura para fora de vez em quando”.

É isso mesmo? Quando estamos apaixonados/encantados não conseguimos desviar o olhar? Por outro lado, a certeza de um amor faz com que nos sintamos seguros para sacaneá-lo? Ou há quem diga ainda que não é fiel, mas é leal? Tantas vertentes, possibilidades... Infidelidade é uma tendência da modernidade ou é uma possibilidade que varia de pessoa para pessoa assim como o gosto por maionese?