Haviam combinado que não seria nada demais. Só encontros casuais, fortuitos, algo para se divertirem. Mas, talvez por ser assim tão descompromissado, começou a virar algo que ainda não tinha nome, mas já tinha cobrança. Cobrança por não se verem um determinado número de vezes que não tinham acertado, nem se falarem continuamente como aparentava aquele padrão descontinuado. Só se deu conta quando tentou explicar para uma colega de trabalho o tamanho da confusão em que estava metida. “Ué, mas você não aceitou isso? Está reclamando de quê?”, perguntou.
Estava dada a resposta e havia feito papel de boba o tempo inteiro. Na conversa com o seu “caso” – por que dizer “affair” soa menos sujo? -, no papo com a amiga e, principalmente, na tentativa de enganar a si mesma.
Depois, em casa, tentando organizar a confusão mental em que havia se metido, ouviu a conclusão de um personagem de TV que dizia que, “para se ter amor, não poderia haver sossego. Que o amor se perde quando se sente seguro”.
Então seria isso... Um eterno jogo de gato e rato, um eterno mover de placas tectônicas, e um ser estúpido sempre querendo algo a mais quando se está bem no estágio anterior. E, na maioria das vezes, a causa daquilo que o move é também o princípio do fim.
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 22 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Com tudo o que vale a pena
Dia 12 de junho sempre causa apreensão em muita gente. Bobagem, alguns dizem... é só uma data comercial... Sim, é verdade... Mas, e se essa data comercial pega no seu calcanhar de Aquiles? Naquela vontade que você tem de ter alguém, mas que não está rolando? Como lidar com todos aqueles comerciais com casais apaixonados na TV? Com gente andando de mãos dadas e dando longos beijos apaixonados nas ruas e entupindo os shoppings, cinemas e motéis?
Inveja? Nada! Dor-de-cotovelo? Talvez... Mas e aí, qual o plano B?
Bem, se você está sozinho deve ser porque escolheu assim ou porque não encontrou alguém que vale a pena. Tem a opção de ser rejeitado, ado, ado, ado... Mas essa, por incrível que pareça, é mais difícil. Para quem quer farra, sempre tem bloco na rua... Sempre tem alguém a fim de beijar na boca... Vale a pena? Às vezes sim, às vezes não... Depende em que fase da vida você está. Eu, por exemplo, estou na fase de só perder tempo com algo que realmente valha a pena, que me acrescente que partilhe e possa se deixar ver, ser lido e ser completado... Difícil? Talvez... Mas como já dizia alguém aí... Tem sempre um pé descalço para um sapato velho ou uma pessoa bacana para outra pessoa bacana... Bora esperar o Natal! rs
Inveja? Nada! Dor-de-cotovelo? Talvez... Mas e aí, qual o plano B?
Bem, se você está sozinho deve ser porque escolheu assim ou porque não encontrou alguém que vale a pena. Tem a opção de ser rejeitado, ado, ado, ado... Mas essa, por incrível que pareça, é mais difícil. Para quem quer farra, sempre tem bloco na rua... Sempre tem alguém a fim de beijar na boca... Vale a pena? Às vezes sim, às vezes não... Depende em que fase da vida você está. Eu, por exemplo, estou na fase de só perder tempo com algo que realmente valha a pena, que me acrescente que partilhe e possa se deixar ver, ser lido e ser completado... Difícil? Talvez... Mas como já dizia alguém aí... Tem sempre um pé descalço para um sapato velho ou uma pessoa bacana para outra pessoa bacana... Bora esperar o Natal! rs
Marcadores:
amor,
apaixonados,
casais,
dia dos namorados,
motel
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Tratado sobre o amor
Na maioria das vezes, aquilo que chamamos de amor é na verdade um conjunto de projeções pessoais que se derrama sobre o outro. A isso, na verdade, deveríamos chamar desejo.
Você deseja aquilo que te encanta e oferece suas projeções a esse outro. Torna-se amor de fato quando o outro é capaz de absorver essas projeções parcial ou totalmente e transformá-las em uma terceira coisa. Em um experimento da fusão de duas vontades.
Você deseja aquilo que te encanta e oferece suas projeções a esse outro. Torna-se amor de fato quando o outro é capaz de absorver essas projeções parcial ou totalmente e transformá-las em uma terceira coisa. Em um experimento da fusão de duas vontades.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Love story
Ando meio sem inspiração para escrever... Coisa de um momento chatinho que estou passando na vida... Daí, enquanto não vem a vontade de escrever, estou lendo.. Vi esse texto do João Ximenes Braga, no Globo de sábado, 30, e achei fofo. Trouxe para cá, para tentar trazer uma pouco de esperança para esses corações modernosos(risos).Love story
Ela, brasileira. Ele, canadense, morador de Paris. Conheceram-se numa sauna gay no Rio e, creiam-me, esta é a parte “normal” da história. Naquele dia, a sauna estava fechada para uma festa particular de aniversário. Ele, turista, tinha um amigo em comum com a aniversariante. Ela estava curtindo uma recém-separação.
A primeira troca de olhares na sauna gay já era de amor à primeira vista, mas certa timidez de ambos os lados retardou um pouco a explosão. Até que um casal amigo dela decidiu se impor: na saída da sauna, o sol já nascendo em Ipanema, arrastaram os tímidos para um quiosque da praia. Tomaram um café-da-manhã de levedo e cevada. Até que os cupidos foram embora, deixando nossa protagonista a sós com o canadense. Não demorou muito, estavam na casa dela. Coisa de quem tem idade para virar a noite de sábado e ainda transar o domingo inteiro.
Ele voltou para Paris apaixonado, começaram a manter uma relação via internet, ele insistindo para vê-la de novo.
A partir daqui, acabou a parte “normal” da história.
Vamos ao esquisito: ele a chamou para passar o Natal com ele no Canadá. Com ele e a família dele. Pai, mãe, cachorro, o bagulho todo.
Um primeiro encontro na sauna gay, tudo bem, mas um segundo encontro com a família? Três semanas de sexo via webcam e já está apresentando para a mãe? Qualquer homem normal espera um tempo antes de apresentar a namorada à família. No mínimo uns seis meses. De preferência duas décadas.
Os amigos da moça ficamos deveras preocupados.
— Esse cara é um pervertido.
— Vai te vender como escrava sexual.
— Vai te emparedar no porão, que nem aquele velho da Áustria.
— Vai é botar você pra lavar a roupa da família toda, isso sim. Brasileira, tá achando o quê?
Agora começa a parte muito esquisita da história.
Ela foi passar o Natal com a família dele e todos aqui ficamos apreensivos por notícias, já pensando em contatar a embaixada brasileira no Canadá, a Interpol, a milícia de Rio das Pedras, qualquer coisa. Mas ela voltou com relatos de um conto de Natal com flocos de neve e velhinhos canadenses sorridentes e receptivos.
Os amigos da moça ficamos divididos.
— Que alívio!
— Alívio? Que mãe é essa que recebe em casa uma namorada bra-si-lei-ra e acha normal? Aí tem!
Não à toa, quando a moça começou a ter pequenos problemas de saúde e descobriu estar com concentração de alumínio no sangue, os amigos fizemos coro:
— Envenenamento, ele tá envenenando você!
Seja como for, o namoro transatlântico está para fazer seis meses de webcam e alguns poucos encontros de carne e osso. E parecia ter entrado na normalidade. Pelo menos assim eu acreditava, até reencontrar a moça por esses dias. Lá pela segunda garrafa de cerveja, alguém na mesa fez a pergunta fatal:
— E aí, como vai o canadense?
Ela suspirou. Levou as mãos à cabeça para fazer um pouco de drama, enrolou com a história para um tanto de suspense e, por fim, soltou:
— Ele tá me enchendo o saco para ir morar em Paris.
— E a parte ruim de morar em Paris é…
— Que ele quer ter filho!
— Com você? Agora?
— É, agora. Quer que eu mude pra Paris rápido porque quer ter filho logo. Cismou que, na idade em que ele está, já devia ser pai.
— E quantos anos ele tem?
— Trinta e três.
Fez-se silêncio na mesa. Silêncio pesado. Demorado. Até que alguém disse:
— Só me faltava essa agora… Homem com relógio biológico.
Outro acrescentou, pesaroso:
— Gostava mais dele quando era um psicopata que ia te vender como escrava sexual.
A moça apenas suspirou, concordando.
sábado, 2 de maio de 2009
Festa de casamento
Neste finde recebi as fotos do casamento de uma amiga...Além de olhar para ver se eu aparecia muito alegrinha em alguma delas, reparei nas caras alegres, ou melhor, felizes das pessoas presentes... Já achei festa de casamento meio chata...
Hoje, diante dessa modernidade louca que oferece tantas escolhas e opções, é muito bacana ver que algumas pessoas ainda preferem escolher umas as outras.. Ou escolher apenas aquilo que importa... Amo festas de casamento.. Além da fartura de bebida(não é à toa que o primeiro milagre de Jesus foi em uma festa de casamento... e justamente transformando água em vinho... rs), tem fartura de felicidade, verdade, amor...Calhou também de eu ouvir a nova música do Frejat (Não quero brigar mais não). Linda, fofa e acho que traduz bem esse tipo de sentimento...
Frejat, te amoooo
Flavinha e Léo, vida longa para a união de vocês
Flavinha e Felipe, não se esqueçam do que o Padre Navarro falou..rs
terça-feira, 21 de abril de 2009
Soneto de Infidelidade
Um dos assuntos em voga na minha roda de amigos é a fidelidade. Já havia discutido sobre o tema com a Alethea. Mas, na última segunda-feira, enquanto eu e mais amigas- inclusive a Ale -, torrávamos na praia, voltamos ao debate. A modernidade trouxe muita oferta, muita procura, conflitos diante do modelo amor romântico e a incerteza de sua existência ou se ainda “tem mas acabou”. Nas areias deliciosas do Leme, houve quem defendesse que, quando se ama de verdade, a fidelidade é inerente a esse estado de espírito. Houve quem confessasse amar, mas já ter traído, quem declarasse não acreditar mais na existência da devoção unilateral e quem dissesse não saber como fazer para viver com a possível extinção da fidelidade.Refletindo com meus botões, acho que quando se ama de verdade, não tem como olhar para o lado, já que o objeto do seu amor te rouba toda a atenção. Mas me questionei se minha “crença” não é fruto de anos e anos de filmes água-com-açúcar da “Sessão da Tarde”. Deparei-me ainda com a frase “A paixão é monogâmica. O amor não. O amor costura para fora de vez em quando”.
É isso mesmo? Quando estamos apaixonados/encantados não conseguimos desviar o olhar? Por outro lado, a certeza de um amor faz com que nos sintamos seguros para sacaneá-lo? Ou há quem diga ainda que não é fiel, mas é leal? Tantas vertentes, possibilidades... Infidelidade é uma tendência da modernidade ou é uma possibilidade que varia de pessoa para pessoa assim como o gosto por maionese?
terça-feira, 14 de abril de 2009
Música para os meus ouvidos III ou para quem já chegou
E depois que eu cantar "Sem Cais" vou querer ouvir a musiquinha acima..rs
Música para os meus ouvidos II ou para quem está para chegar
Não estou apaixonada no momento, mas assim que rolar, vou cantar muito essa música... Agora, só depende de você...
Sem Cais / Caetano Veloso
Catei colo
E o mar parou
Fui deitando
Pra perguntar
Nome, bairro
Amigo, amor
De onde vem
Parar o mar
Seu sorriso
Bateu aqui
Inda posso
Me apaixonar
Quero tanto
Quero tanto
Quero tanto você
Mar aberto
Mar adentro
Mar imenso
Aberto
Sem cais
Tou com medo
Tou com medo
Tou com medo
Tou com medo de ver
Que inda posso
Que inda posso
Que inda posso
Ir bem mais
Barra, Gávea
E Arpoador
Deuses brancos
De luz do mar
Deuses negros
Um esplendor
Quem é essa
E o que será
Quem me dera
Eu poder me dar
Todo a essa
Que eu nunca vi
Marcadores:
amor,
caetano veloso,
música,
paixão
quarta-feira, 18 de março de 2009
O Mundo Anda Tão Complicado
O Mundo Anda Tão Complicado/Legião Urbana
Gosto de ver você dormir
Que nem criança com a boca aberta
O telefone chega sexta-feira
Aperto o passo por causa da garoa
Me empresta um par de meias
A gente chega na sessão das dez
Hoje eu acordo ao meio-dia
Amanhã é a sua vez
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você.
Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas
Que a mudança grande chegou
Com o fogão e a geladeira e a televisão
Não precisamos dormir no chão
Até que é bom, mas a cama chegou na terça
E na quinta chegou o som
Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil acostumar-se com meu jeito
Agora que temos nossa casa
é a chave que sempre esqueço
Vamos chamar nossos amigos
A gente faz uma feijoada
Esquece um pouco do trabalho
E fica de bate-papo
Temos a semana inteira pela frente
Você me conta como foi seu dia
E a gente diz um p'ro outro:
- Estou com sono, vamos dormir!
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você
Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor
Gosto de ver você dormir
Que nem criança com a boca aberta
O telefone chega sexta-feira
Aperto o passo por causa da garoa
Me empresta um par de meias
A gente chega na sessão das dez
Hoje eu acordo ao meio-dia
Amanhã é a sua vez
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você.
Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas
Que a mudança grande chegou
Com o fogão e a geladeira e a televisão
Não precisamos dormir no chão
Até que é bom, mas a cama chegou na terça
E na quinta chegou o som
Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil acostumar-se com meu jeito
Agora que temos nossa casa
é a chave que sempre esqueço
Vamos chamar nossos amigos
A gente faz uma feijoada
Esquece um pouco do trabalho
E fica de bate-papo
Temos a semana inteira pela frente
Você me conta como foi seu dia
E a gente diz um p'ro outro:
- Estou com sono, vamos dormir!
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você
Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor
domingo, 15 de março de 2009
Amor, roma ou rima
Amor, então,
também acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.
Paulo Leminski
também acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.
Paulo Leminski
sexta-feira, 13 de março de 2009
Mais uma de amor
Ontem fui encontrar com a Clarice - uma das minhas melhores amigas -, e, além dos assuntos nossos de cada dia ( namoros, família e trabalho) acabamos falando também de nossas últimas descobertas cinematográficas. Na quarta-feira, fomos ver “O Lutador”, saí do filme achando que a melhor coisa do longa era o corpão da Marisa Tomei, que aos 44 anos bate um bolão nas cenas de pole dance, e a frase do Randy dizendo que as músicas dos anos 80 eram incríveis, “mas aí veio o Kurt Cobain e estragou tudo”... sensacional..rsTambém descobri que a Clarice, aquele anjinho que lembra a Ana Paula Arósio, gostou do filme porque se amarra em Vale Tudo... Tipos: filme de luta, porrada, anjinho gosta... Ainda não me recuperei dessa revelação.. RS
Mas enfim... Todo esse nariz de cera para dizer que, lá pelas tantas, Cla comentou do “Quem quer ser milionário”, que é S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L, e que sentia falta de mais histórias assim, que não fossem sempre a mesma coisa, nem a mesma turma de Hollywood.
Enfim... Conversa vai e conversa vem, lembrei de uma história de família que daria um filminho bem bonitinho. Um água-com-açúcar que a gente pensa que não acontece por aí, mas acontece, sim.
Trata-se da história da minha avó materna, Maria, com a do meu avô, Severino. Ele era cego e tocava sanfona na rua para descolar um dinheirinho. Minha avó tinha um ponto de venda de caldo de cana. Acho que os dois ficavam próximos. Daí, sabe como é, né? Conversa vai, conversa vem, e o ceguinho ganhou Dona Maria no papo (risos). Eles já tinham sido casados anteriormente. Ele tinha uma filha do primeiro casamento, a tia Salete, e minha avó três: os tios Reinaldo, Roberto e Rui.
Eis que eles começaram a namorar e meu avô foi pedir minha avó em casamento. Ele estava sentado com ela, arrancou um pedaço de mato que estava perto e colocou no dedo anular da mão esquerda para medir qual seria o tamanho da aliança. Ela perguntou para quê era aquilo e ele contou que queria pedi-la em casamento. Segue o seguinte diálogo segundo Dona Maria contava, já que não conheci meu avô.
- Olha aqui Severino, a gente está junto e não quero ninguém dizendo por aí que enganei ninguém, não. Sou preta, pobre e tenho três filhos para criar (Sentiu de onde vem certos momentos de sutileza de Eliane Santos, né?).
- Eu sei disso, e não te perguntei nada. Só pedi a sua mão para medir o tamanho da aliança. (Vóvis, era foda.. rs)
Enfim, depois desse momento ultra-romântico, eles casaram e tiveram mais dois filhos. Mamis (comigo na foto ao lado), que chama Maria também (graças a Deus escapei da sina de perpetuar o nome Maria na família) e meu tio David... Fico devendo a foto de Dona Maria I, a casadoiraEles viveram muito felizes até o dia em que meu avô morreu do coração. Mas nunca ouvi minha avó falando mal do meu avô. Ele era um homem bom, justo, trabalhador e que vivia brigando com minha avó para tirar os filhos do primeiro casamento do colégio interno para viverem com eles (Ela já os tinha por lá já há algum tempo e não quis mudar o esquema depois que casou de novo).
Enfim... Seu Severino morreu do coração, dormindo, feito um passarinho como minha avó costumava contar. É isso que eu quero... nem luxo, nem lixo... Apenas um homem que enxergue quem eu sou de verdade, que me ame por isso e, se der, que consiga pedir minha mão em casamento com um gesto tão singelo e original. Dava ou não dava uma história de cinema?
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Detalhes tão pequenos de nós dois....
"Detalhes", do Roberto Carlos,é uma canção de amor... Amor homem/mulher... Mas não é que vendo o "Rei", ao vivo, dedilhando os primeiros acordes da canção no violão lembrei do meu pai? Foi com o senhor Evandro Santos que aprendi a gostar do Roberto. Ainda está na memória os domingos em que, depois do almoço, ouvíamos alguns discos da coleção que meu pai tinha do cantor. E quem diria que 'hoje' eu estaria diante do "Rei" e lembrando do senhor Evandro?
Bateu saudade... mas uma saudade boa... que doi, sim... mas vem embalada de orgulho.. de saber que um dia na vida conheci e amei/amo alguém como meu pai... que me ensinou tantas coisas boas.. Me ensinou a gostar do Roberto, da vida, de viver e dele...
Outra vez/Roberto
Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços o que eu nunca esqueci
Você foi dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples pra mim.
Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha história que alguém já escreveu
E é por essas e outras que a minha saudade
Faz lembrar de tudo outra vez.
Você foi a mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi o caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim outra vez.
Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perder.
Você foi toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi o melhor dos meus planos
E o pior dos enganos que eu pude fazer
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim outra vez.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Estereótipos (ou dúvidas sobre a química do amor)
Estava eu de bobeira no shopping, comendo crepe (salve, Flavinha!) e observando os casais que passavam. Comecei a prestar atenção neles quando um casal bem branquinho, quase rosa, passou de mãos dadas. Eles eram muito parecidos, mas eram marido e mulher. Alguém já me disse que quando os casais são assim idênticos é porque são almas gêmeas. São tão feitos um para o outro que chegam a se parecer. Mas existem casais que não se parecem e se encaixam perfeitamente. Tipo Tarcísio e Glória, e outros que são tão diferentes que chegam a gerar protestos. Tipo Marília Gabriela e Reynaldo Gianecchini. As pessoas quase se sentiam ofendidas ao ver um homem tão lindo daqueles com uma mulher mais velha, que não correspondia a um padrão de beleza que combinasse com o galã e daí em diante.É assim também com mulheres bonitas que estão com homens esteticamente desprovidos. Diz-se logo que fulana está com fulano por dinheiro.
Mas será que tem que ser sempre assim? Por que o urso não pode gostar da abelah? Ou a garça do elefante?(risos). Ok. Talvez tenha pegado pesado demais. Mas é estranho se pegar observando esses pequenos preconceitos que já estão tão enraizados dentro de nós que não sabemos por que eles existem. Nem como surgiram, e nem se podemos percebê-lo e mudá-lo. Mudar, sim, porque nem tudo tem que ser sempre amarelo, né?
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Dica de cinema
Para quem adora cinema água com açúcar, favor assistir "Banquete do Amor", fofo, engraçado romântico e todas aquelas coisas que vem nesse tipo de filme...rsE ainda tem o Toby Hemingway que é uma graça... Ele nem faz meu tipo.. mas tem um braço...
A dica de leitura fica para essa entrevista do Globo On line com Steve Santagati, um playboy americano que escreveu um livro dando dicas para as mulheres entenderem os homens.. Nada demais.. ele diz tudo aquilo que estamos carecas de saber, mas que nem sempre praticamos... Mas a entrevista está engraçada...
Marcadores:
amor,
cinema,
homens,
relacionamento
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Fazer amor, destruir amor..

Já reparou na quantidade de amores que você faz e destrói ao longo da vida? Em um dia, você está ali, se encanta por alguém ou algum coisa e, no momento seguinte, se vê deixando aquilo para atrás.. tendo que esquecer, fingindo que não é mais com você... Dá um trabalho... Depois, fica só uma saudadezinha que aparecer de vez em quando.
Já fazer um amor é muito divertido. Na verdade, ele aparece quando você menos espera. Você percebe o potencial para algo bom, relaxa os sentidos e começa a se apaixonar. Daí, começa a nascer a curiosidade pelo outro, a capacidade quase ilimitada de prestar atenção em tudo o que o objeto de sua devoção faz, e a sensação que é tudo perfeito. Ao contrário de quando um amor acaba, onde a menor ação do outro parece sempre errada.
Enfim... fazer amor, destruir amores.. parte da vida... Filme para ver depois do post: “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”
terça-feira, 29 de julho de 2008
Olha aí, é o meu guri...
No último fim de semana, mexeram com o que tenho de mais sagrado: minha família. Mais especificamente com meu irmão. Meu traste favorito se envolveu em um acidente de carro na madrugada de sexta para sábado.A notícia só chegou até mim ao meio dia do sábado, quando minha mãe me contou que meu irmão havia ligado momentos antes pedindo a presença do meu padrasto, que é policial, para resolver uma pendenga em um acidente de trânsito no qual ele estava envolvido, mas estava bem. Segundo ele, dois policias que estavam no local estavam dificultando a coisa (leia-se querendo suborno).
Tomada de ódio profundo ao saber que meu irmão estava nas mãos daqueles achacadores, liguei na mesma hora para ele para saber em que pé estava a história. Fui informada de que a situação já havia sido contornada, que ele estava em um posto médico e prestes a receber carona dos tais policiais que o deixariam em casa.
Tomada de pânico, pavor e histeria, proibi, implorei para que ele não entrasse em carro de polícia nenhum, que me esperasse no posto que eu iria buscá-lo. Disse ainda que não queria policial nenhum sabendo aonde ele mora para depois fazer achaque em domicílio.
Por sorte, um grande amigo que tem carro estava por perto, e se dispôs a me ajudar na história.
Partimos para o posto e, ao chegar lá, pronta para xingar os urubus fardados, me deparei com meu irmão, sozinho, e todo remendado. Ele teve que se submeter a um micro cirurgia na barriga, na qual levou sete pontos, mais outros três pontos no abdômen, mais três pontos no queixo, edema na cabeça - que bateu no pára-brisa -, e inúmeros mini-cortes pelos braços, cabeça e orelha. A vontade de meter a porrada nele(como bem cabe a uma irmã mais velha)por ter se envolvido no acidente foi por água abaixo, e eu só queria pegá-lo no colo (coisa impossível, já que ele é bem maior que eu), abraçá-lo bem forte e saber quem tinha feito aquilo com meu neném (mesmo sabendo que ele mesmo tinha sido o responsável pela merda, já que entrou em um carro dirigido por um colega que estava bêbado).
Contive-me, perguntei se estava tudo bem e o levei até o carro. Lá, pedi para que me contasse o que tinha de fato acontecido. Ele disse que o amigo que dirigia- e que ficou bem mais ferrado que ele -, estava bêbado e porrou o carro em uma mureta de proteção da estrada. Os senhores policiais apareceram, e disseram que podiam até liberar a turma, mas que, com a “Lei Seca”, não podiam facilitar assim... que era difícil. Os meninos argumentaram que tinham “pouco facilitador” (leia-se dinheiro), mas que queriam resolver logo a situação. O “logo” foi da 1h da manhã – hora em que aconteceu o acidente -, até às 4h – hora em que os homens da lei se convenceram que eles realmente não tinham dinheiro e resolveram levá-los para o hospital.
A vontade de meter a porrada no meu irmão voltou com força total ao saber que ele não ligou pra casa assim que a merda aconteceu. Mas ela foi logo aplacada pelo sentimento de indignação, ao me dar conta de que meu irmão e o amigo dele ficaram sangrando por três horas por causa de uma propina, que, aliás, se concretizou.
Meu irmão contou que alguém foi levar R$ 100 para os abutres que não descolaram dos meninos enquanto não viram a cor do dinheiro. Quando cheguei ao hospital, eles haviam acabado de sair para levar o outro menino em casa. Antes disseram:
-Sabe como é, né? A gente está aqui dando a maior assistência para vocês. Se não trouxessem a nossa “merendinha”, a gente ia ficar bolado.
Sentido-me profundamente violentada, calei-me e segui para um outro hospital para fazer raio-x da cabeça do cabeça de vento do meu irmão. Depois, passei o resto do dia com um nó na garganta, com vontade de chorar, mas sem ter lágrimas, com vontade de ninar meu moleque arteiro e remendado, e querendo que os dias passem logo para vê-lo fora da cama.
Assinar:
Postagens (Atom)

