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quarta-feira, 24 de junho de 2009

A idade do querer, do poder e da razão

O ser humano atravessa três fases em sua vida: a do querer, a do poder e a da razão. A primeira aparece na adolescência quando você quer abraçar o mundo com as mãos, mas obviamente não tem condições de discernir o que deve ou não ser abraçado. Além disso, costuma ter dois elementos chamados pai e mãe que te proíbem de distribuir boa parte desses abraços. Sobra frustração e a promessa louca de que, assim que puder, você vai fazer tipo naquela música do Titãs “não é que eu vou fazer igual, eu vou fazer pior”.

Depois, vem a idade do poder, quando você pode realmente fazer o que quer, tocar seus rock ‘n’ roll por aí. Alguns fazem tudo e mais um pouco do que ficou guardado da idade do querer. Outros já pisam com mais cuidado pelo caminho. Afinal, o tempo passa e a poupança Bamerindus nem sempre continua numa boa. Você cresceu, meu chapa! E seguro morreu de velho. Melhor experimentar apenas as aventuras que te garantam uma sobrevida e a possibilidade de contar tudo para os netos. Mas lembre-se: sair chamuscado está valendo!

Já a idade da razão é quando você percebe que nem sempre precisa se jogar de cabeça para sentir que está vivo de verdade. Você passa a saber exatamente a hora de pular fora do barco. Mesmo que ele até dê um balanço bom, saberá que o bote está afundando. Passa também a valorizar as coisas que são de verdade, as que ficam e as que valem a pena. O caminho? Longo, tortuoso, às vezes divertido, e se chama vinda. Bem-vido vindo às três fases!

domingo, 14 de junho de 2009

De volta ao jogo!

Então, minha carência/mau-humor foi motivada por um plantão de madrugada, debaixo de uma friaca horrível que só fez piorar uma gripe que não me abandona há duas semanas. O mix resultou em um sábado jogado fora, destinado a recuperar as forças e a conter uma febre chata que teimava em aparecer.

Foi dia também de eu me sentir um cadinho culpada... Afinal de contas, era dia de Santo Antônio, meu “padim” que, tal qual contado em posts atrás, me ajudou a concluir mais uma empreitada da minha vida nesse dia 13 de junho. Isso mesmo, caros amigos, o barraco ainda não está pronto (falta pintar e colocar portas e janelas..rs), mas pelo menos a parte da construção já está paga. Foi a última parcelinha! E que venha a prestação da Caixa Econômica! Rs.

Daí, diante de tamanha ingratidão, coloquei meu chapeuzinho(nada de tomar sereno na cabeça), meu casaco e fui lá agradecer pessoalmente a força! Agradeci, chorei, me acalmei, rumei para o trabalho (de novo na madruga!) e agora estou eu aqui, às 8h da manhã de domingo, em paz, tranquila e escrevendo esse post para tirar as más impressões do anterior. Porque, como já dizia minha avó, nada como dia após o outro. Nada como a manhã depois do choro da noite, nada como a aspirina e a coristina depois da gripe, nada como palavras otimistas no “É Tudo Verdade” depois de um monte de baboseira e nada como a paz em nossos corações. Bom domingo para todos!

domingo, 7 de junho de 2009

Sobre a morte...

Acho que a parte mais difícil em lidar com a morte é saber que nunca mais terá aquilo que morreu. Você não terá outra chance. Não poderá fazer de novo, nem consertar ou tentar outra vez.

A primeira vez que lidei com ela foi quando perdi a minha chupeta. Sim, foi uma perda irreparável e nunca mais a vi. Eu devia ter uns quatro ou cinco anos e meu pai há tempos prometia tirá-la de mim. Minha mãe me protegia, mas dizia que o dia em que eu a perdesse, não compraria outra. Aquela seria a última.

Pois bem, estava eu na janela, em um dia de chuva, quando, brincando com os pingos d'água que caíam do telhado, minha chupeta caiu em uma poça de água – sim, isso era na época em que as janelas não tinham grades, mas não sou tão velha assim.

Imediatamente olhei para o meu pai - que era quem estava comigo em casa, e tinha visto toda a cena -, com um olhar de pânico que suplicava para que ele pegasse a chupeta, lavasse e tudo bem... mas ele imediatamente retrucou:

- Nem adianta chorar. Acabou! Essa era a última e ninguém mandou você deixar ela cair lá em baixo.

Pronto. Tudo acabado entre mim e minha chupeta querida. Fiquei lá, olhando ela na água e me perguntando arrependida porque tinha deixado ela cair.

Depois, com o passar do tempo, vi que a perda também se aplicava à pessoas. Minha primeira foi com a minha avó. Estranhei muito. Ainda mais porque junto da perda vinha o ritual bizarro do enterro e a possibilidade de os mortos puxarem o seu pé. E a ideia de que nunca mais veria minha avozinha querida, de que não iria mais à casa dela para vê-la e que ela havia se transformado em um ser mau a ponto de puxar o pé da própria neta de noite não foi legal.

Mais adiante ainda você aprende que a ideia da morte e da inconstância te ronda o tempo todo. É assim quando você tem que esquecer alguém, desistir de um projeto...
Já me acostumei com a morte... Agora, tento apenas me acostumar com a ideia da eutanásia, que é quando você tem que matar algo que você até gosta muito, mas sabe que não vai vingar, que vai trazer sofrimento... Daí, conclui-se que é melhor acabar logo. Mas dói demais... Cortar a própria carne em nome de uma dor menor...

Mas vai passar... quem consegue esquecer da chupeta, o primeiro amor da vida de uma pessoa, consegue esquecer (quase)todos os outros...rs

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Convenções

Estava indo para o trabalho quando um bebê de mais ou menos um aninho começou a resmungar dentro do ônibus. Era um misto de choro e tentativa de fala. Daqueles que enlouquecem qualquer um.
Eu estava prestes a xingar o pestinha mentalmente quando ele parou, olhou para mim e deu um sorriso. Que coisa gostosa! Pronto! Neném fofo da titia! Pode berrar à vontade.Mas não foi só isso. Ele me fez pensar também nessa fase boa da vida em que não precisamos respeitar as convenções sociais. Chorar quando não se deve chorar, gritar quando é para fazer silêncio, rir quando se tem vontade. Fazer tudo o que se quer sem ninguém para interferir, nem fazer nada. Afinal, você é só um neném. Queria voltar a essa época (risos).

domingo, 14 de setembro de 2008

Já É

O dia hoje foi estranho demais.. vontade de ir embora.. de ficar e fazer as coisas direito.... Reflexão sobre a vida com a conclusão de que a gente vive fazendo um monte de merda só porque é o caminho mais fácil.. quando você sempre sabe exatamente o que deve fazer... Só falta disposição.. estupidez pouca é bobagem.. Daí, ouvi essa música do Lulu no rádio e acho que sintetizou bem o drama.. Sorry se o post pareceu hermético demais...

Já É

Sei lá
Tem dias que agente olha pra si
E se pergunta se é mesmo isso aí
Quando a gente achou que ía ser
Quando a gente crescer

E nossa historia derrepente ficou
Alguma coisa que alguém inventou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um Deja vú

Sei lá
Tem tanta coisa que a gente não diz
e se pergunta se anda feliz
Com o rumo que a vida tomou
No trabalho e no amor
Se a gente é dono do próprio nariz
Ou uma estrela que se transformou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um Deja vú

Por isso eu quero mais
Não dá pra ser depois
O que ficou pra trás
Na hora que já é

Por isso eu quero mais
Não da pra ser depois
O que ficou pra trás
Na hora que já é

Sei lá
Tem dias que a gente olha pra si
E se pergunta se é mesmo isso aí
quando a gente achou que ia ser
quando a gente crescer
e nossa história de repente ficou
Alguma coisa que alguém inventou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um Deja vú

Por isso eu quero mais
Não dá pra ser depois
O que ficou pra trás
Na hora que já é

Por isso eu quero mais
Não dá pra ser depois
O que ficou pra trás
Na hora que já é

Por isso eu quero mais
Não da pra ser depois
O que ficou pra trás
Na hora aqui já é