segunda-feira, 13 de junho de 2011

Com tudo o que vale a pena

Dia 12 de junho sempre causa apreensão em muita gente. Bobagem, alguns dizem... é só uma data comercial... Sim, é verdade... Mas, e se essa data comercial pega no seu calcanhar de Aquiles? Naquela vontade que você tem de ter alguém, mas que não está rolando? Como lidar com todos aqueles comerciais com casais apaixonados na TV? Com gente andando de mãos dadas e dando longos beijos apaixonados nas ruas e entupindo os shoppings, cinemas e motéis?

Inveja? Nada! Dor-de-cotovelo? Talvez... Mas e aí, qual o plano B?

Bem, se você está sozinho deve ser porque escolheu assim ou porque não encontrou alguém que vale a pena. Tem a opção de ser rejeitado, ado, ado, ado... Mas essa, por incrível que pareça, é mais difícil. Para quem quer farra, sempre tem bloco na rua... Sempre tem alguém a fim de beijar na boca... Vale a pena? Às vezes sim, às vezes não... Depende em que fase da vida você está. Eu, por exemplo, estou na fase de só perder tempo com algo que realmente valha a pena, que me acrescente que partilhe e possa se deixar ver, ser lido e ser completado... Difícil? Talvez... Mas como já dizia alguém aí... Tem sempre um pé descalço para um sapato velho ou uma pessoa bacana para outra pessoa bacana... Bora esperar o Natal! rs

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tratado sobre o amor

Na maioria das vezes, aquilo que chamamos de amor é na verdade um conjunto de projeções pessoais que se derrama sobre o outro. A isso, na verdade, deveríamos chamar desejo.

Você deseja aquilo que te encanta e oferece suas projeções a esse outro. Torna-se amor de fato quando o outro é capaz de absorver essas projeções parcial ou totalmente e transformá-las em uma terceira coisa. Em um experimento da fusão de duas vontades.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Apenas mais uma de amor...

E no embalo do post de ontem, uma musiquinha que explica muita coisa... ou não, como diria Caetano...rs

As aparências que me enganam

Quando era criança, ouvia sempre que não deveria mentir que Papai do Céu estava vendo... Na adolescência, rica em dramas existenciais e crises com o mundo, a ideia era a de que quanto mais verdade melhor. Bora mostrar as vísceras e chocar essa sociedade hipócrita que finge que não liga e blá, blá, blá...

Mais tarde, com algumas quebradas de cara, você aprende que esse negócio de sinceridade pode custar caro, que é melhor não dizer exatamente o que você acha da ideia genial do seu chefe ou coisas assim (risos). Mas dia desses, confrontei-me com um novo tipo de mentira: aquela que você sabe que é mentira, tem cara e gosto de mentira e, por mais saborosa que possa parecer, você não vai, nem por um segundo, se deixar seduzir, por mais que queira. Ou seja, é a negação de tudo o que você acredita.

São os novos rumos da sociedade moderna, que te coloca diante de situações cada vez mais duras, reais e que você tem que fingir não perceber para não se ferir.
Não que esse tipo de situação não existisse antes, mas acho que o que mudou foi o nível de consciência e a necessidade de distanciamento delas.
Então é isso! Bora morder a maçã de plástico, mastigá-la, e cuspir fora. Pensar em engolir só para ver se dá para fazer digestão, nem pensar!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Tem alguém aí?

Nossa.. tanto tempo que não apareço por aqui.. Tanto tempo sem escrever... Fica a sensação que as palavras morreram dentro de mim... Nada.. Há tanto a se dizer... Só não sei por onde começar...
Enfim... Passando apenas para saber se ainda tem alguém aí, pra ouvir (ler)...rs

terça-feira, 20 de julho de 2010

Sexualidade, coisa de tarado?

Dia desses, voltando para a casa de ônibus, vi um sujeito em um canto escuro da rua levantando uma das ‘pernas’ da bermuda. Estranhei aquele sujeito se desnudando, às 11h30 da noite, em uma temperatura de pelo menos 17°. Imaginei que ele iria executar algum ato libidinoso (não estava com cara de quem ia fazer xixi) e, automaticamente, pensei: tarado! Depois, veio a relativização, e comecei a pensar em como “pega mal” você ser flagrado exercitando a sua sexualidade. Óbvio que não na rua, claro. Mas, mesmo em casa, se você é pego se masturbando, a cena “pega mal”. Automaticamente o outro pensa: tarado! Mesmo todo mundo sabendo que todo mundo faz e que é um exercício natural da sexualidade humana. Isso para ficar no exemplo mais simples da coisa. Pensar em um flagra de uma relação sexual então... Outro constrangimento. Estranho que as pessoas se constranjam tanto com algo que lhes é tão familiar (ou pelo menos deveria ser) e que continuem tendo uma postura tão medieval e repressora em pleno século XXI. Ainda hoje sexo é coisa de tarado!

sábado, 5 de junho de 2010

Códigos sexuais: quando parar de usar camisinha com seu parceiro?

Há mais ou menos um mês, o Fantástico apresentou reportagem que mostrava uma mulher que processa um antigo namorado pelo fato dele ter lhe transmitido o vírus da Aids propositalmente. O acusado teria feito o mesmo com outra mulher e já estava preso. Ele admitia ser portador da doença, mas negava que tivesse feito a transmissão do vírus com consciência, por má fé, o que configuraria crime de tentativa de homicídio.

A história me fez pensar que o caso aconteceu porque a maioria das pessoas ainda é muito leniente com o uso do preservativo nesses tempos de Aids. Na maioria dos casos, você conhece um parceiro, tem sua primeira relação sexual com ele usando camisinha, a segunda, a terceira e, a partir do momento que a coisa se configura mais ou menos como um relacionamento fixo, o casal abole o uso do preservativo.

Nunca conheci ninguém que dissesse: “Só começamos a transar sem camisinha depois que os dois fizeram teste de HIV e apresentaram um para o outro”. Não duvido que haja, mas deve ser um número ínfimo de pessoas. Pedir isso para o parceiro soaria como prova de desconfiança, o que para um começo de relacionamento seria altamente nocivo, “pegaria” mal. As pessoas preferem se arriscar transando sem camisinha, sem tocar no assunto que é delicado, sim, mas necessário, e vivendo numa eterna roleta russa.

Nem sempre os parceiros são loucos e saem transmitindo o vírus da Aids por aí por loucura. Às vezes, eles simplesmente não sabem que têm a doença. Mas para ambos os casos, prevenção e sensatez resolvem.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Lavou tá novo ou ode a neo virgindade?

Anamara, Maroca ou a participante mais desbocada e desmedida da 10ª edição do Big Brother Brasil barbarizou durante a entrevista coletiva de lançamento de seu ensaio nu na Playboy.Não que fosse para ser diferente. Acho o fim a pessoa estar lançando um ensaio nu e se fazer de pudica, dizer que pretendia mostrar o lado artístico da nudez. Ou alguém aí ainda acredita que o povo compra a revista para ler as entrevistas? Mas, como diz o outro, Anamara deu um “plus a mais” ao papo com os jornalistas. Falou que pensava em fazer sexo com um dos participantes, que não gosta de levar tapinha na cama, mas tapão, e que tem vontade de fazer sexo a três.
O bicho só pegou na hora de dizer quantos parceiros já passaram pela cama de Maroca. Ela fez questão de dizer que teve “Só nove homens” e deixar isso muito bem explicadinho. Tanto é que a assessoria da revista ligou para a redação do site EGO para esclarecer que Maroca teve nove homens, mas cada um de uma vez. Não foram todos ao mesmo tempo, não. Como se precisasse de tal tipo de esclarecimento.

Visto que, se a moça tivesse tido nove parceiros em uma só relação sexual, isto estaria na manchete de todos os veículos que foram cobrir a tal coletiva, piscando em luzes neon. Mas tal detalhe me levantou o seguinte questionamento: pode fazer o que quiser na cama desde que seja só com um? Ou melhor, com uns? Já que ninguém aqui acredita que se compre Playboy pelas entrevistas, nem que se faz sexo com uma só pessoa nesta vida. Existe uma neo virgindade? Tipo: se der para um número até x é considerada quase nova, quase virgem? Não vale mais o lavou tá novo? Respostas para este blog, por favor!

sábado, 24 de abril de 2010

A pintura do teto

Conversando um dia desses com um amigo sobre os mistérios da sexualidade humana, ouço a seguinte pérola: “Se eu fosse mulher, ou ia dar pra todo, ou ia viver com um vibrador dentro de mim”. Retruquei dizendo que a sexualidade humana tem mais mistérios do que julga a nossa vã filosofia e que mulheres são diferentes dos homens. Não basta encostar para dar choque, sair faísca e vontade de agarrar qualquer coisa que se mexa.

Falei ainda que, em determinado momento do mês (questões biológicas da reprodução), ficamos, sim, mais taradas e que essa lógica mais masculina até funciona. Mas que no dia a dia, a coisa tem que ser estimulada. Tem que rolar um carinho, uma sacanagem no ouvido, um elogio (mulher adora ser elogiada) para ela se sentir desejada e com desejo também. Não que a gente não goste de sexo, é apenas a comparação do apetite sexual de homens e mulheres.

A lógica de sair dando por aí ou se agarrando a tudo que se mexa pode funcionar para a mulher também, já funciona para algumas. Mas até que ponto esse sexo é de qualidade, visto que na dinâmica da loteria do “dar para qualquer um” existe a chance de conseguir um “bom sexo”, mas também, e com mais frequência, a possibilidade de a química não funcionar? Não é à toa que as mulheres vivem reparando como está gasta a tinta do teto. Ou vocês acham mesmo que a gente se interessa por pintura e afrescos?

Então...

Nada do que é humano nos é estranho. Desejo, necessidades, vontades... O limite está naquilo que te faz mal, no que faz mal ao outro e aquilo em que você não acredita. Todo o resto está liberado. Simples assim...