sábado, 13 de junho de 2009

Dá um tempo!!

Já experimentou um daqueles dias em que você acha que se morresse ninguém sentiria sua falta? Pois bem... Estou em um dia desses... E a idéia de morrer às vezes parece até agradável. Só para ver quem iria ao seu enterro. Só para ver quem choraria de verdade. Só para ver quem diria “Cara, ainda não era hora de você partir! Tínhamos tantas coisas para fazer”.

É claro que enterro também não é um bom termômetro. Tem tanta gente falsa que vai só para fazer presença. Só para dizer “Nossa, ela era tão boa pessoa, né? Não merecia”. Boa pessoa o escambau! Ninguém é boa pessoa. Todo mundo já tacou pedra no gato ou no cachorro, já falou mal do vizinho ou fez coisas maiores... coisas que boas pessoas não fazem. Além do que, todo mundo sabe que um dia vai morrer... Enfim... não estou em um bom dia... Precisava desabafar... e o É tudo Verdade estava aqui... pertinho.. sentindo a minha falta... sucumbi!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sobre meninos e lobas

Na repartição jornalística em que trabalho, existe a chamada hora do recreio. É aquele momento em que os chefes já foram embora e o senhor Caio Barbosa, membro graduadíssimo da pilantragem e colega de “sirviço”, começa a soltar pérolas que fazem todos rirem – em geral se encabularem também -, e nos estimula a acompanhá-lo falando meia dúzia de besteiras.

Pois bem, na última sexta-feira, estou eu de saída para a “night” quando ele dispara:

- Tá bonita Lili, qual a cor da sua calcinha?

Conhecendo a figura, nem me abalei e respondi:

- Caio, nem lembro mais. Mas vamos por dedução! Hoje é sexta-feira e, se você fosse uma mulher, que tipo de calcinha escolheria para um dia como esse?

- Hum... deixa eu pensar.. Acho que branca. Braquinha é legal.

Fiquei sem reação. Estava diante de uma “puta velha”, como se dizia antigamente, me falando que se fosse mulher usaria calcinha branca????

Perguntei por que branca e ele disse que não sabia, que achava bacana. Disse a ele que esperava que me respondesse preta ou vermelha. Daí ele disse que preta talvez, vermelha, não... muito agressiva, bege jamais(seria uma mulher de bom gosto, pelo menos), mas que a branca combinaria mais com sua alma feminina.

Resumo da ópera: quando eles idealizam a mulher que seria, ou uma mulher legal, não só aquela para comer, eles querem que seja uma com todos os traços de feminilidade, de mulherzinha mesmo (não que seja aquela chata, cri-cri), mas que seja gente boa e fofa antes de tudo. Mulher.

Ah... e a minha calcinha era rosa.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Solta o som, DJ!

Então, zanzando pela net, achei a referência de um site que mostra quais eram as 100 músicas mais tocadas no ano em que você nasceu. E nem precisa ficar preocupado! O Planeta Rei, o site, mostra todos os sucessos desde 1904 até 2008, até você, bem velhinho, pode brincar(rs).

Entreouvido por aí

"Mulher é um bicho tão esquisito, mais tão esquisito, que provoca curiosidade até nelas mesmas"

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Viva, Santo Antônio!!!


Luxo só Maria Bethânia cantando em homenagem a Santo Antônio! Mês de junho, mês de Toinho, juntamente com São João e São Pedro... Mas, como vocês já sabem, tenho uma relação toda especial com o santo casamenteiro... e nem é por esse lance, não.. pq se dependesse disso, a gente já tinha brigado feio..rs! Viva Santo Antônio!!

domingo, 7 de junho de 2009

Entreouvido por aí... (sobre sexo oral)

Depois de rolar de rir com o post da Lu Barcellos, do Enfim.. Conversava com ela sobre as peripécias de seus filhos quando ela me contou:

"Você tinha que ver no dia em que ele me perguntou se sexo oral era era feito de hora em hora."

Não é bonitinho?rs

Tem coisas que só o Arlindo faz por você...

Sobre a morte...

Acho que a parte mais difícil em lidar com a morte é saber que nunca mais terá aquilo que morreu. Você não terá outra chance. Não poderá fazer de novo, nem consertar ou tentar outra vez.

A primeira vez que lidei com ela foi quando perdi a minha chupeta. Sim, foi uma perda irreparável e nunca mais a vi. Eu devia ter uns quatro ou cinco anos e meu pai há tempos prometia tirá-la de mim. Minha mãe me protegia, mas dizia que o dia em que eu a perdesse, não compraria outra. Aquela seria a última.

Pois bem, estava eu na janela, em um dia de chuva, quando, brincando com os pingos d'água que caíam do telhado, minha chupeta caiu em uma poça de água – sim, isso era na época em que as janelas não tinham grades, mas não sou tão velha assim.

Imediatamente olhei para o meu pai - que era quem estava comigo em casa, e tinha visto toda a cena -, com um olhar de pânico que suplicava para que ele pegasse a chupeta, lavasse e tudo bem... mas ele imediatamente retrucou:

- Nem adianta chorar. Acabou! Essa era a última e ninguém mandou você deixar ela cair lá em baixo.

Pronto. Tudo acabado entre mim e minha chupeta querida. Fiquei lá, olhando ela na água e me perguntando arrependida porque tinha deixado ela cair.

Depois, com o passar do tempo, vi que a perda também se aplicava à pessoas. Minha primeira foi com a minha avó. Estranhei muito. Ainda mais porque junto da perda vinha o ritual bizarro do enterro e a possibilidade de os mortos puxarem o seu pé. E a ideia de que nunca mais veria minha avozinha querida, de que não iria mais à casa dela para vê-la e que ela havia se transformado em um ser mau a ponto de puxar o pé da própria neta de noite não foi legal.

Mais adiante ainda você aprende que a ideia da morte e da inconstância te ronda o tempo todo. É assim quando você tem que esquecer alguém, desistir de um projeto...
Já me acostumei com a morte... Agora, tento apenas me acostumar com a ideia da eutanásia, que é quando você tem que matar algo que você até gosta muito, mas sabe que não vai vingar, que vai trazer sofrimento... Daí, conclui-se que é melhor acabar logo. Mas dói demais... Cortar a própria carne em nome de uma dor menor...

Mas vai passar... quem consegue esquecer da chupeta, o primeiro amor da vida de uma pessoa, consegue esquecer (quase)todos os outros...rs

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A Velha Contrabandista

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.

Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:

- É areia!

Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.

Mas o fiscal desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.

Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

- Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

- O senhor promete que não "espaia"? - quis saber a velhinha.

- Juro - respondeu o fiscal.

- É lambreta.

***
Li esse conto de Stanislaw Ponte Preta pela primeira vez quando estava na quinta série. Ele fazia parte de uma das lições do meu livro de português. Nunca mais esqueci. Eis que me lembrei dele esses dias porque estou vivendo uma situação assim. Tenho certeza que estou diante de um contrabandista, só não consegui identificar o produto do contrabando. Amigos mais chegados irão dizer que é a minha velha mania de ser pé atrás, de desconfiar de tudo.. pode até ser, mas prudência e canja de galinha nunca fizeram mal à ninguém. E depois, se me contar qual é o contrabando, deixo passar todo dia na alfândega(risos).

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Love story

Ando meio sem inspiração para escrever... Coisa de um momento chatinho que estou passando na vida... Daí, enquanto não vem a vontade de escrever, estou lendo.. Vi esse texto do João Ximenes Braga, no Globo de sábado, 30, e achei fofo. Trouxe para cá, para tentar trazer uma pouco de esperança para esses corações modernosos(risos).

Love story

Ela, brasileira. Ele, canadense, morador de Paris. Conheceram-se numa sauna gay no Rio e, creiam-me, esta é a parte “normal” da história. Naquele dia, a sauna estava fechada para uma festa particular de aniversário. Ele, turista, tinha um amigo em comum com a aniversariante. Ela estava curtindo uma recém-separação.


A primeira troca de olhares na sauna gay já era de amor à primeira vista, mas certa timidez de ambos os lados retardou um pouco a explosão. Até que um casal amigo dela decidiu se impor: na saída da sauna, o sol já nascendo em Ipanema, arrastaram os tímidos para um quiosque da praia. Tomaram um café-da-manhã de levedo e cevada. Até que os cupidos foram embora, deixando nossa protagonista a sós com o canadense. Não demorou muito, estavam na casa dela. Coisa de quem tem idade para virar a noite de sábado e ainda transar o domingo inteiro.

Ele voltou para Paris apaixonado, começaram a manter uma relação via internet, ele insistindo para vê-la de novo.

A partir daqui, acabou a parte “normal” da história.

Vamos ao esquisito: ele a chamou para passar o Natal com ele no Canadá. Com ele e a família dele. Pai, mãe, cachorro, o bagulho todo.

Um primeiro encontro na sauna gay, tudo bem, mas um segundo encontro com a família? Três semanas de sexo via webcam e já está apresentando para a mãe? Qualquer homem normal espera um tempo antes de apresentar a namorada à família. No mínimo uns seis meses. De preferência duas décadas.

Os amigos da moça ficamos deveras preocupados.

— Esse cara é um pervertido.

— Vai te vender como escrava sexual.

— Vai te emparedar no porão, que nem aquele velho da Áustria.

— Vai é botar você pra lavar a roupa da família toda, isso sim. Brasileira, tá achando o quê?

Agora começa a parte muito esquisita da história.

Ela foi passar o Natal com a família dele e todos aqui ficamos apreensivos por notícias, já pensando em contatar a embaixada brasileira no Canadá, a Interpol, a milícia de Rio das Pedras, qualquer coisa. Mas ela voltou com relatos de um conto de Natal com flocos de neve e velhinhos canadenses sorridentes e receptivos.

Os amigos da moça ficamos divididos.

— Que alívio!

— Alívio? Que mãe é essa que recebe em casa uma namorada bra-si-lei-ra e acha normal? Aí tem!

Não à toa, quando a moça começou a ter pequenos problemas de saúde e descobriu estar com concentração de alumínio no sangue, os amigos fizemos coro:

— Envenenamento, ele tá envenenando você!

Seja como for, o namoro transatlântico está para fazer seis meses de webcam e alguns poucos encontros de carne e osso. E parecia ter entrado na normalidade. Pelo menos assim eu acreditava, até reencontrar a moça por esses dias. Lá pela segunda garrafa de cerveja, alguém na mesa fez a pergunta fatal:

— E aí, como vai o canadense?

Ela suspirou. Levou as mãos à cabeça para fazer um pouco de drama, enrolou com a história para um tanto de suspense e, por fim, soltou:

— Ele tá me enchendo o saco para ir morar em Paris.

— E a parte ruim de morar em Paris é…

— Que ele quer ter filho!

— Com você? Agora?

— É, agora. Quer que eu mude pra Paris rápido porque quer ter filho logo. Cismou que, na idade em que ele está, já devia ser pai.

— E quantos anos ele tem?

— Trinta e três.

Fez-se silêncio na mesa. Silêncio pesado. Demorado. Até que alguém disse:

— Só me faltava essa agora… Homem com relógio biológico.

Outro acrescentou, pesaroso:

— Gostava mais dele quando era um psicopata que ia te vender como escrava sexual.

A moça apenas suspirou, concordando.