quinta-feira, 30 de abril de 2009

A Loba


Como o penúltimo post ganhou um tom meio irrevogável, resolvi caçar algo que traduzisse bem a resposta da mulherada aos galinhas de plantão.. Olha o que eu achei... "A Loba"..rs

terça-feira, 28 de abril de 2009

Entreouvido por aí...

"Amiga, fica tranquila que a gripe é suína. A gente é galinha e não porca... Estamos livres!"

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Impunidade masculina ou da incapacidade de ser fiel

Não gosto de generalizações, mas é que tenho ouvido relatos sobre traição masculina que quase me levam a crer que os moços não podem ver um rabo-de-saia que pulam a cerca. O pior é que são relatos absurdos... Um deles me fez cunhar o seguinte pensamento: “Na próxima encarnação quero vir homem para ter o senso de impunidade que eles têm”.

Ontem, tive mais um exemplo desses... Segue o relato:

Amiga estava fazendo matéria sobre rodas de samba no Rio de Janeiro. Ela fotografa personagem 1 que descobre que personagem 2 é o seu ex e que foi fotografado para a matéria com a nova namorada.

“Quero que minha foto saia linda e bem grande e que a dele saía lá no pezinho com a nova namorada. Quero ver se agora esse noivado de oito anos acaba.”

Ou seja, o malandro tem uma noiva há oito anos, mas não se importa em ser fotografado para uma matéria de um jornal de grande circulação com a amante. É ou não é senso de impunidade? Certeza de que as coisas vão continuar dando certo e que a noiva não vai ver a matéria... Ou se ver, ele terá uma desculpa bem boa para justificar a notícia no jornal e seguir com seu relacionamento(s).

Capítulo 2, ou resposta para o meu pensamento. Conversa com figura emblemática do mundo do samba sobre como sua rotina de trabalho afetava sua vida afetiva...

“Quando estou apaixonado, sou fiel. Sou diretinho. Mas depois que passa a empolgação, já viu, né? A melhor fase do relacionamento é o início.Depois... Mas também não existe homem santo. Quer casar com homem santo, vai casar com o Papa.”

Ai, ai...

sábado, 25 de abril de 2009

Dois é bom?


Então... Na última Sexta-feira Santa fui convocada para um trabalho que para uns poderia ser visto como uma tremenda heresia, já quer era uma verdadeira festa da carne, mas, para outros, o trabalho mais invejado do mundo. Tratava-se de uma convocação para fazer a entrevista do Paparazzo de Priscila Pires, a segunda colocada do BBB9.

Priscila é fofa, bem bonita, não é gorda como às vezes parecia na TV e mandou muito bem na entrevista que me concedeu (veja mais aqui)... Ps.: Na verdade, o trabalho mais invejado nem era o meu, mas o do maquiador Ricardo Tavares que tinha que passar um creme no corpinho de Pri.

Pois bem, durante nosso papo picante (era para o Paparazzo, lembra?), perguntei a Pri se ela tinha alguma fantasia sexual que não tinha conseguido realizar. Ela me disse que quando era mais nova, sonhava em ir para a cama com dois homens, algo que toda mulher sonha (?). Quando ela falou isso, deu um estalo e comecei a me perguntar. É isso mesmo? Toda mulher sonha em ter dois homens? Assim como a maioria dos homens deseja ver duas mulheres se pegando na sua cama?

Daí, resolvi vir pedir ajuda das universitárias(rs) que frequentam esse blog para se manifestarem. Dois é bom? É a fantasia mais recorrente para você ou para suas amigas? Confesso que pelo meu imaginário passam outras coisas...rs

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Saudades...


Videozinho fofo que recebi e que me fez lembrar minha passagem por Salvador, terra que eu amo... Saudades...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Soneto de Infidelidade

Um dos assuntos em voga na minha roda de amigos é a fidelidade. Já havia discutido sobre o tema com a Alethea. Mas, na última segunda-feira, enquanto eu e mais amigas- inclusive a Ale -, torrávamos na praia, voltamos ao debate. A modernidade trouxe muita oferta, muita procura, conflitos diante do modelo amor romântico e a incerteza de sua existência ou se ainda “tem mas acabou”. Nas areias deliciosas do Leme, houve quem defendesse que, quando se ama de verdade, a fidelidade é inerente a esse estado de espírito. Houve quem confessasse amar, mas já ter traído, quem declarasse não acreditar mais na existência da devoção unilateral e quem dissesse não saber como fazer para viver com a possível extinção da fidelidade.

Refletindo com meus botões, acho que quando se ama de verdade, não tem como olhar para o lado, já que o objeto do seu amor te rouba toda a atenção. Mas me questionei se minha “crença” não é fruto de anos e anos de filmes água-com-açúcar da “Sessão da Tarde”. Deparei-me ainda com a frase “A paixão é monogâmica. O amor não. O amor costura para fora de vez em quando”.

É isso mesmo? Quando estamos apaixonados/encantados não conseguimos desviar o olhar? Por outro lado, a certeza de um amor faz com que nos sintamos seguros para sacaneá-lo? Ou há quem diga ainda que não é fiel, mas é leal? Tantas vertentes, possibilidades... Infidelidade é uma tendência da modernidade ou é uma possibilidade que varia de pessoa para pessoa assim como o gosto por maionese?

PENSAMENTO DO DIA

"Na próxima encarnação quero vir homem para ter esse senso de impunidade que eles têm."

Desejo, necessidade, vontade II ou um pouco de Borges

"A data que o aço grava na lápide e que os livros paroquiais registram é posterior à nossa morte; já estamos mortos quando nada nos toca, nem uma palavra, nem um anseio, nem uma memória. Eu sei que não estou morto" - Trecho de "O Palácio", de Jorge Luis Borges

sábado, 18 de abril de 2009

Como nasce uma garota da laje

Há alguns posts atrás falei de um projeto pessoal que estava realizando e que estava me dando muito orgulho (dor de cabeça também... mas quem não morre não vê Deus..rs) Pois bem, na última sexta-feira vivi um momento emblemático desse projeto e queria escrever por aqui...

É que estou construindo minha casa... Um sonho que acalento há muito tempo (tipo jogador de futebol que sonha em dar uma casa para a mãe quando começa a ganhar algum dinheiro? Então, não estou em nenhum clube europeu, mas acho que vou conseguir.. rs)

Já tinha paredes levantadas, quartos construídos, mas na sexta-feira foi a vez de fazerem a laje ou, como se diz aqui no subúrbio do Rio de Janeiro “bater laji”. Foi emblemático porque esse troço é caro, deu dor de cabeça (lembra da história do mangote e do mpa?), mas significa que agora eu tenho um teto para morar.. Um teto meu, construído do jeitinho que eu queria... Com a minha grana, do jeito que tava no meu sonho... Cara, isso é bom demais... Ver uma coisa se realizando, uma coisa com a qual você sempre sonhou e teve que caminhar caminhos longos e difíceis para concretizar. Mas valeu a pena... Cada trechinho dessa jornada...

Ainda falta muita coisa... Agora, vou pirar na batatinha... é um tal de piso, janela, porta, pia, louça de banheiro.... Escolher cor, tamanho, formato... Vou me divertir... Mas o teto, o meu teto, esse já tenho... todo meu...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Prazer é fundamental

Como já devem ter reparado, ando entretida com o novo CD do Caetano Veloso, “Zii e Zie”, que tem as musiquinhas dos posts aqui de baixo “Sem Cais” e “Tarado ni você”. Fazendo pesquisa para entrevistar o cantor, deparei-me com a seguinte frase dele : “Nada é melhor que o prazer de ser você mesmo quando está sentindo uma coisa intensa”... Coisas de Câe...

A frase me fez lembrar de uma entrevista que li na revista Época do último domingo com uma psicóloga que diz que mulher que se acha feia não transa. O estudo da Dra. Joana de Vilhena Novaes diz que as mulheres estão ficando tão obcecadas pela beleza que se sentem fora dos padrões estéticos (?), o que acaba com a auto-estima e com a libido... Nas palavras da psicóloga, “se a mulher não se sente esteticamente adequada, desejada, então reprime sua sexualidade”.

Na entrevista, ela diz ainda que as mulheres de classe média estão fazendo menos sexo por causa dessa obsessão. Dra. Joana fala que nas classes menos favorecidas existe a preocupação com a estética também, mas a relação com o corpo é diferente. Diz que para quem é pobre, ter o alimento na mesa é valor, que para ele existe sempre o fantasma da privação e que os valores de gordura e magreza se alteram diante disso.

Acho que isso explica porque a Tati Quebra-barraco, por exemplo, se acha tão gostosa, e as pessoas a olham como se fosse uma sem-noção. Ou seja, Tati foi criada dentro de outros padrões, acha que o fato de ser mais cheinha não a tira do jogo, que ela pode continuar transando, pegando geral e, inclusive, já é até avó! A dinâmica funciona como um círculo vicioso: me sinto gostosa, passo a convencer o outro que sou gostosa, realizo a minha sexualidade e passo a ser de fato gostosa. Ou, trocando em miúdos, mulher bem comida é mais feliz. Ou, parafraseando Caetano, “Nada é melhor que o prazer de ser você mesmo quando está sentindo uma coisa intensa”.